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História da Capoeira Imprimir e-mail
Não sabemos ao certo a origem da Capoeira, alguns pesquisadores acreditam ter vindo da África. Outros, entre os quais me incluo, afirmam ter sido criada no Brasil pelos escravos na sua luta pela liberdade.
Estudos científicos, como o clássico "Capoeira Angola" — Ensaio Sócio-Etnográfico (Rego -1968), procuram comprovar que ela é brasileira. Até porque nem um pesquisador conseguiu encontrar nada de concreto que levasse a crer que a Capoeira fosse africana.
O que se sabe é que na África existia "O Jogo de Zebra", ou N'Golo. Uma dança que era praticada com bastante violência. Esse jogo fazia parte de um ritual de passagem da infância para a vida adulta (E fundala) onde os negros lutavam em um pequeno recinto e os vencedores poderiam desposar as meninas da tribo, que ficavam "mocinhas", sem o pagamento dos dotes tradicional.

Alguns historiadores alegam que o grande motivo pelo qual não conseguimos provas documentais para resolver a polêmica se a Capoeira é africana ou brasileira, é o fato de Rui Barbosa, então ministro da fazenda do governo de Deodoro da Fonseca, ter mandado queimar todos os documentos com relação à escravidão no Brasil. Acto que praticou dizendo ser necessário para apagar da memória da nação o fato de o país ter sido anos antes, escravocrata. No entanto, sabemos haver outras razões, dentre elas, evitar o pagamento de indemnizações aos senhores de engenho e aos escravos libertos.

Os negros vindos para o Brasil eram de todas as partes da África. Principalmente de Angola, onde os negros Bantos, diziam-se mais fortes e ágeis, por isto teriam mais aproveitamento no trabalho. Esses negros deram origem à capoeira, daí o nome Capoeira de Angola.
A Capoeira é, portanto, uma luta disfarçada em dança que foi criada na era colonial do Brasil por volta do século XVII. Essa luta foi desenvolvida pelos escravos para se safarem, quando fugiam, das capturas violentas e cruéis dos chamados Capitães do Mato.

O nome "CAPOEIRA" deu-se em função do seguinte: Os Escravos ao fugirem para as matas, tinham no seus encalços esses famigerados Capitães do Mato, enviados pelos senhores; os escravos em fuga reagiam e os atacavam, nas clareiras de mato ralo, cujo nome é capoeira, com pés, mãos e cabeças, dando-lhes surras ou até mesmo matando-os. Porém os que sobreviviam voltavam para os seus patrões indignados. Estes perguntavam: "Cadê os negros?" e a resposta era: "Eles nos pegaram na capoeira". Referindo-se ao local onde foram vencidos.
A Capoeira no meio das matas era praticada como luta mortal. Já nas fazendas, era praticada como brinquedo inofensivo, pois ela estava sendo feita sob os olhares dos Senhores de Engenho. Naquele momento se transformou em dança. Para disfarçarem a luta utilizavam a ginga, a base de qualquer "capoeirista"; e é dela que saem todos os golpes. Esse disfarce foi fundamental para a sobrevivência dos escravos, pois a Capoeira é, principalmente, na sua origem, uma luta de resistência.

O nome Capoeira de Angola surgiu quando os senhores flagravam os negros jogando e perguntavam: "O que estão fazendo?". Os negros estão brincando de Angola — respondiam.

Capoeira nos dias de hoje

Hoje, não sem luta nem sem esforços, a capoeira ganhou mais espaço e respeito. Sua força e importância são de tamanha grandeza que, mesmo diante de tantas perseguições, continua existindo e se multiplicando. São inúmeras as academias existentes no pais e em muitas, a preocupação com a preservação de sua integridade histórica é constante. Alguma, ao lado da regional, ensina-se também a capoeira angola.

Em todo bom estabelecimento onde é ensinada a capoeira devem ser ensinados além dos golpes, as músicas, sua importância histórica, fundamentos, filosofia, respeito ao próximo e a cultura, toques dos instrumentos...

Um forte movimento social, juntamente com pedagogos, psicólogos e professores, vem desenvolvendo um trabalho sério no sentido de provar às autoridades e povo português que o ensino da capoeira é uma prática das mais adequadas para os estudantes portugueses. O movimento visa à adoção da capoeira nas salas de aulas de educação física, nas escolas portuguesas. Muitas escolas já adotaram em lisboa, no porto etc….

O argumento incontestável para essa adoção é que a capoeira proporciona em termos de equilíbrio, concentração, aumento dos reflexos e de toda coordenação motora. Além disso, o contacto com a capoeira é um mergulho na história do povo brasileiro. Um incentivo para uma visão de mundo mais solidário e mais humana, no conturbado contexto de nossa sociedade actual. Longe de todos os vícios a que a vida nos tenta no dia a dia de cada um.
 
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